Levantamento destaca impacto entre jovens, fragilidades na gestão de segurança e necessidade de fortalecer instrumentos como CIPA e SESMT
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou recentemente que os acidentes de trabalho continuam em alta no país. Dados oficiais mostram que jovens de até 34 anos representam 33,63% das mortes por acidentes típicos — ou seja, ocorridos no ambiente profissional — evidenciando o alto impacto entre pessoas em plena idade produtiva.
Em 2024, foram registrados 724.228 acidentes de trabalho no Brasil, dos quais 74,3% foram do tipo típico, 24,6% ocorreram durante o trajeto e apenas 1% foram notificações de doenças ocupacionais.
Consequências:
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Afastamento: 62,35% dos casos resultaram em afastamentos de até 15 dias, e 12,03% exigiram ausências superiores a 15 dias Proteção+3Serviços e Informações do Brasil+3Portal Contabeis+3.
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Impactos na saúde: Muitos casos envolveram falhas na gestão de Segurança e Saúde no Trabalho (SST), como a falta ou uso inadequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) brasildefato.com.br+14Serviços e Informações do Brasil+14Proteção+14.
Foco nos jovens:
Estudos da Fiocruz revelam que cerca de 33% de todos os acidentes notificados entre 2016 e 2022 ocorreram com jovens de 15 a 29 anos, totalizando mais de 345 mil casos. Entre os acidentes com materiais biológicos, mais de 37% afetaram jovens, com predominância de mulheres nas profissões de saúde, como técnicas de enfermagem.
Fragilidades na gestão de SST e urgência de reforçar CIPA e SESMT
O levantamento do MTE reforça que muitos acidentes poderiam ser evitados com gestão eficaz e estruturas sólidas de segurança. A ausência ou má aplicação das medidas básicas de SST ainda é o grande problema nas empresas brasileiras.
As principais ferramentas de prevenção — Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) e Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) — precisam ser fortalecidas urgentemente:
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A CIPA, regida pela NR‑5, é composta por representantes dos empregados e da empresa, com atribuições que incluem mapear riscos, promover ações corretivas e manter diálogo permanente com trabalhadores e gestores.
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O SESMT, regulamentado pela NR‑4, é formado por profissionais como técnicos e engenheiros de segurança, médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem ocupacional, responsáveis por implementar planos de emergência, treinamentos e inspeções de SST.
A Canpat 2025, campanha nacional lançada pelo MTE em abril, destaca justamente a relevância dessas estruturas para promover ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis.
O cenário atual revela um aumento preocupante nos acidentes de trabalho, especialmente entre jovens, com graves implicações sociais e econômicas. A maioria dos casos envolve falhas na prevenção e gestão, o que torna imperativo fortalecer os mecanismos formais de SST nas empresas — com papel ativo da CIPA e do SESMT.
Só com uma ação coordenada, prevenção efetiva e cumprimento das Normas Regulamentadoras será possível reduzir esses impactos e garantir a segurança de milhões de trabalhadores no país.
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